Aprenda a degustar um bom vinho.
O Local
Dê preferência a uma sala bem iluminada, se
possível à luz natural ou, na sua falta, uma
iluminação que não modifique as cores.
A mesa deverá estar forrada por uma toalha branca,
de modo que a cor do vinho sobressaia; a temperatura deverá
ser amena, de preferência entre 18ºC e 20ºC.
Evite odores como tabaco, flores, comida ou perfumes.
O Momento
Na opinião de profissionais a receptividade do paladar
é melhor entre 10 e 12 horas, antes da refeição.
Porém a maioria das degustações entre
amigos ocorre à noite, antes do jantar. Não
se pode apreciar corretamente um vinho depois de licores,
destilados, queijo, aperitivos salgados, café, chocolate
ou depois de fumar.
O Copo
O copo apropriado deverá ser cuidadosamente escolhido.
Este deverá possuir uma borda fina e ser de vidro
ou cristal incolor, para que assim as matizes e reflexos
do vinho sejam bem visíveis. Deverá possuir
haste com pé par evitar que o vinho aqueça
ao segurarmos o copa nas mãos. As formas mais adequadas
são as ovais, em balão, em forma de tulipa
ou o copo de prova, pois ao serem ligeiramente fechados
favorecem à concentração de odores.
A Temperatura
Os vinhos doces e espumantes em geral podem servir-se a
7ºC (cuidado! Abaixo de 6ºC os aromas não
são percebidos!). Os brancos e rosados ficam melhores
se degustados a uma temperatura baixa, em torno de 8ºC
e 12ºC. Já os vinhos tintos devem ser servidos
numa temperatura mais próxima à do ambiente,
obedecendo uma escala situada entre 15ºC e 18ºC.
A
Vista
O primeiro contato nosso com o vinho é o visual,
e este poderá dizer-nos muitas coisas. O vinho deve
ser límpido e transparente se for jovem. Inclina-se
o copo para frente, para examinar a superfície que
se forma; a sua observação permite informar
acerca dos matizes da cor do vinho e também a intensidade
e o brilho. Procuraremos distinguir a matriz e a sua intensidade.
No exame visual devemos também descobrir as lágrimas,
os rastros líquidos que o vinho forma nas paredes
do copo quando o fazemos girar. A viscosidade das lágrimas
mais ou menos intensa está relacionada com o grau
alcoólico e com a glicerina. Quase todos os grandes
vinhos têm belas lágrimas, enquanto
um vinho comum raramente chora.
O
Olfato
O sentido do olfato é muito desenvolvido quando nascemos
porém a sensibilidade olfativa diminui com a idade,
devido, sobretudo, à falta de atenção
e exercício. O apreciador de vinho deverá
despertar este sentido adormecido através de treino,
atenção e um trabalho de memorização.
O centro olfativo pode ser ativado por duas vias: A via
direta, que é a inspiração e a via
retronasal, que se serve do canal interno e une as fossas
nasais ao paladar. Esta última corresponde às
sensações olfativas apreendidas junto aos
sabores quando o vinho está na boca.
Cheirar, inspirar, expirar...
Primeira etapa
Cheire o vinho que acaba de verter no copo (enche-se uma
terça parte), mantendo-o imóvel pelo pé.
Às vezes este "primeiro nariz" põe
em evidência aromas sutis, mas fugazes, dado que são
os mais voláteis.
Segunda etapa
Agite suavemente o copo, sempre segurando-o pelo pé,
para que o vinho gire no seu interior. Inspire de novo,
o "segundo nariz" são os odores que exalam
graças ao arejamento e à oxidação.
Em seguida deixe o vinho descansar no seu copo. Deste modo
observará uma evolução dos componentes
aromáticos. Poderá parecer um excesso de perfeccionismo,
mas é indispensável na degustação
dos grandes vinhos, cujos aromas podem variar durante vários
minutos.
Terceira etapa
Sorva uma pequena quantidade do vinho sem o tragar. Faça
circular um pouco de ar entre os lábios para favorecer
a difusão dos aromas, e, depois, expire pelo nariz.
Só falta identificar, memorizar e designar as sensações
acumuladas para efetuar o retrato do vinho.
Saúde ! Agora, é só aproveitar
com os amigos os prazeres do fascinante mundo do vinho..."